Erasmus a Itália - Na construção de uma Europa mais responsável
- 15 de jul.
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Participar no Erasmus foi muito mais do que uma simples viagem escolar; foi uma experiência transformadora que me permitiu crescer enquanto pessoa, conhecer novas realidades e perceber, de forma muito concreta, como a sustentabilidade pode estar presente em cada detalhe do nosso dia a dia. Quando chegámos a Ariano Irpino, em Itália, fomos recebidos com um welcome buffet preparado pelas famílias e professores, tal como descrito no plano italiano: “welcome buffet offered by families and teachers”. Esse primeiro momento marcou-me porque mostrou que a hospitalidade não precisa de ser algo grandioso para ser especial. A comida era caseira, feita com ingredientes locais, sem desperdício e sem recurso a embalagens descartáveis. Foi um gesto simples, mas que refletia uma forma de viver mais consciente e sustentável.
Logo no primeiro dia participámos num workshop de cerâmica, uma atividade que me fez pensar na importância de valorizar o que é feito à mão, com tempo e dedicação. Numa época em que tudo é rápido e descartável, moldar o barro e criar algo duradouro foi quase simbólico: uma forma de contrariar a cultura do “usar e deitar fora”. Ao longo da semana, fomos explorar a cidade, visitando espaços culturais e científicos, como o Biogem, e convivendo com as famílias de acolhimento.

As deslocações eram feitas em grupo, muitas vezes num único transporte, e as refeições eram simples e equilibradas. Até a visita a Nápoles, organizada num único dia e com transporte partilhado, mostrou que é possível conhecer uma grande cidade sem deixar uma pegada ambiental excessiva. Em Itália, percebi que a sustentabilidade não era apenas um conceito, mas uma prática diária: caminhar mais, consumir menos, valorizar o que já existe e respeitar o património.
No último dia, vivemos momentos de despedida, entrega de certificados e aquele misto de alegria, orgulho e nostalgia que só quem vive um Erasmus consegue compreender. No programa italiano, este momento aparece como “Mobility participation certificate award ceremony and final greetings”, e foi exatamente isso: simples, sincero e cheio de significado. Percebi que, mais do que atividades e visitas, o programa Erasmus+ é feito de pessoas, de ligações e de aprendizagens que ficam para a vida.
No fim de tudo, compreendi que a sustentabilidade não é apenas reciclar ou poupar energia. É uma atitude, uma forma de estar no mundo. Está na maneira como viajamos, como comemos, como convivemos, como aprendemos e como cuidamos dos lugares que visitamos. O Erasmus ensinou-me que ser sustentável é ser consciente — das pessoas, das culturas e do planeta. E foi isso que vivemos: uma Europa mais humana, mais responsável e mais verde, construída passo a passo, entre Itália e Portugal, e que continuará a acompanhar-me muito para além desta experiência.
Gustavo Jacinto - 12.º B








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